quinta-feira, dezembro 30, 2010

Resenha: Living Dead Girl

Nome: Living Dead Girl
Autora: Elizabeth Scott
Editora: Será lançado pela Editora Underworld
Páginas: 109
Público: Adulto
Nível de inglês: Fácil.
Sinopse: Era uma vez, eu era uma menininha que desapareceu.
Era uma vez, o meu nome não era Alice.Era uma vez, eu não sabia como tinha sorte.Quando Alice tinha dez anos, Ray levou-a de sua família, seus amigos ― a sua vida. Ela aprendeu a desistir de todo o poder, para suportar toda a dor. Ela esperou que o pesadelo acabasse.Alice agora tem quinze e Ray ainda a tem, mas ele fala mais e mais da sua morte. Ele não sabe é o que ela anseia. Ela não sabe que ele tem algo mais assustador do que a morte em mente para ela.Esta é a história de Alice. É uma que você nunca ouviu falar, e que você nunca, jamais esquecerá.



CONHEÇA ALICE, A GAROTA MORTA-VIVA


Li o livro com a recomendação da Mandy Porto, e amei. Não cheguei a chorar, mas em várias partes meus olhos encheram de lágrimas e meu coração ficou apertado. Elizabeth Scott realmente consegue fazer com que seu leitor se sinta na pele da jovem Alice, a menina que não pode crescer.

A história é contada em primeira pessoa, pela protagonista da história, Alice, que foi sequestrada quando criança e, até hoje, vive com um homem abusivo, cuja própria infância e relacionamento com a mãe tornaram-no neste ser abominável. Muitas vezes na história, eu tive que me segurar para não fechar o livro e parar de ler, de tanta raiva que fiquei.

Enfim, a história é super bem contada, e o modo como a autora passou os pensamentos de Alice para o papel é tão incrível que, às vezes, você acaba esquecendo de que aquilo não é uma história real. A protagonista, na verdade, não se chama realmente Alice, como você vem a descobrir logo no começo do livro. Seu novo nome se deve ao fato de que, antes dela, outra garota sofria nas mãos de Ray, o pedófilo/estuprador, e seu nome era Alice. Várias vezes, a personagem começa pequenos parágrafos com 'Era uma vez...' ou 'Antes de virar a Alice...', onde conta pequenos fatos de sua vida antes de Ray sequestrá-la como se outra pessoa a tivesse vivido. Isso é uma das coisas que mais me deixaram sem fôlego no livro. O modo como, após sofrer abuso, a personagem simplesmente se 'esquece' de sua vida de antes, como se ela tivesse se tornado outra pessoa.

Agora, um pouco sobre Ray. Por meio de alguns relatos de Alice, descobrimos que Ray também foi abusado quando criança, pela própria mãe. O modo como a autora o retrata também é formidável. Ray, como qualquer ser humano, tem princípios aos quais segue fielmente, estes apenas são distorcidos pelos acontecimentos que se passaram durante sua infância. Muitas vezes, ele repreende o comportamento de outras pessoas em volta, reconhecendo que aquilo que elas fazem é errado, mas nunca se dando conta do quão errado são suas próprias ações. De fato, Ray frequentemente me lembrava de uma criança que, após aprender a coisa errada, não conseguia aprender a certa, se isso faz algum sentido.

Mas a coisa mais triste de todas, na minha opinião, é o fato de que Ray não deixa Alice crescer. Literalmente.  Ele chega a dar para a garota algumas pílulas que fazem com que seu corpo não se desenvolva, e até a priva de comer para que a inanição ajude nesse processo.

Enfim, não vou falar mais ou vou acabar contando o livro todo. Na minha opinião, esta é uma leitura que todos deveriam fazer. O final é surpreendente e realmente triste, mas eu não o mudaria de jeito nenhum. É simplesmente de tirar o fôlego. Recomendo.

A nota final é:



3 comentários:

Tainã Almeida disse...

Olá lindo blog, e feliz 2011.

Os adultos vivem dizendo que a adolescência é um dos periodos mais marcantes da vida.
Mais o que o adolescente pensa disso?

Visita meu blog?

http://blogdeumagarotaadolescente.blogspot.com/

Se gostar dele, seque lá! beijos.

₢ris disse...

Ah... já estou chorando!
Gostei muito da historia. Assim q der vou comprar e ler.
O blog esta lindo!!

Nine Stecanella disse...

Gosto de histórias com enredos fortes e atuais. Hoje em dia, esse tipo de abuso e violência é bem comum dentro de muitas casas.


;)
@nine_stecanella
http://janinestecanella.blogspot.com/

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